Sobre a organização
O Instituto Anchieta Grajaú é uma organização da sociedade civil, sediada em São Paulo, que atua com famílias, crianças e adolescentes em contexto de vulnerabilidade, combinando educação, inclusão social e gestão socioambiental no território. Sua atuação reúne formação, cuidado comunitário e uso qualificado dos espaços institucionais para fortalecer vínculos, ampliar oportunidades locais e promover bem-estar, regeneração ambiental e desenvolvimento sustentável com base em trabalho direto com a comunidade. O espaço do Instituto conta com diversos equipamentos públicos de atendimento à população local, como Centro de Educação Infantil (CEI), Centro de Crianças e Adolescentes (CCA), Centro para Juventude (CJ) e Serviço de Assistência Social à Família (SASF).
Contexto socioeconômico
Em um país majoritariamente urbano, com 87,4% da população vivendo em áreas urbanas em 2022, e numa metrópole do porte de São Paulo, que reúne 11,45 milhões de habitantes, agendas de inclusão social, gestão socioambiental e regeneração ambiental ganham centralidade porque a desigualdade territorial, a pressão sobre a infraestrutura e a exposição climática se sobrepõem, especialmente nas periferias; no Brasil, 40 milhões de crianças e adolescentes já vivem expostos a mais de um risco climático ou ambiental, o que reforça a necessidade de soluções que articulem proteção ambiental, cuidado comunitário e promoção de bem-estar.
Objetivo do projeto
Em outubro de 2022, houve a criação do Pomar IAG-FJLES como memorial vivo para as crianças e adolescentes vítimas da COVID-19, com mais de 4.900 mudas arbóreas plantadas no contexto da Viagem Fantástica da FJLS. A partir de então, a FJLS passou a apoiar o manejo e a manutenção do pomar.
Dessa forma, o objetivo do projeto é assegurar a continuidade do cuidado com a área verde já implantada, preservando as árvores plantadas, reduzindo perdas por falta de água, vandalismo e pragas, e sustentando um espaço que combina memória, regeneração ambiental e impacto social no território. Na prática, isso significa manter irrigação, adubação, podas, capina, monitoramento da saúde das mudas, reposição de perdas e melhorias de suporte, para garantir a longevidade do pomar, a recuperação do solo, a regeneração da vegetação nativa e a valorização ambiental do espaço com uso eficiente dos recursos e geração de benefícios locais mais duradouros.
Parceiros
| Sociedade civil/Privado | Comunidade/território | Internacional |
| Knorr Bremse Global Care; Projeto Mahle; Global Shapers | Voluntários; Crianças, jovens e adolescentes atendidos; Comunidade; ajudantes locais/ trabalhadores do entorno | – |
Diálogos com Políticas Públicas
Não há previsão explícita de diálogo institucional com o poder público, formulação de novas leis ou construção de arranjos de serviço público; o desenho apresentado está centrado na execução territorial, no manejo direto, no monitoramento e na mobilização comunitária. Há, no máximo, uma relação indireta com políticas existentes e com o contexto urbano local, já que o território é lido à luz de temas como regularização fundiária, urbanização, existência de equipamentos públicos no local e diretrizes municipais, mas isso aparece como referência de contexto e não como estratégia formal de incidência pública.