O Infinis lançou uma edição especial da Stanford Social Innovation Review Brasil (SSIR Brasil) sobre a cobertura vacinal no país durante o XXXVIII Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), considerado o maior evento de saúde pública do mundo. O Congresso reúne gestores e profissionais da área para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), e aconteceu entre os dias 15 e 18 de junho de 2025 no Expominas BH, em Belo Horizonte.
“Participar do maior congresso de saúde pública do mundo é uma forma de reforçar o propósito do Infinis na atuação em defesa da saúde pública para crianças e adolescentes. Acreditamos que mobilizar discussões essenciais sobre o tema em eventos como esse é o um passo fundamental para aprimorarmos nossas políticas públicas”, afirma Marcia Kalvon, diretora-executiva do Infinis.
Em sua primeira participação em um congresso de saúde, o Infinis apresentou seu trabalho e propósito aos profissionais da área, com foco em uma de suas frentes de atuação: a defesa da saúde pública para crianças e adolescentes. No estande, de 24 m², aconteceu o lançamento da revista com a participação do Zé Gotinha, personagem do Ministério da Saúde que incentiva a vacinação, além de ter sido reservado um espaço para networking, exposição de dados e divulgação de materiais sobre os temas prioritários à saúde infantil.

O personagem Zé Gotinha participou da divulgação da edição especial da Stanford Social Innovation Review Brasil (SSIR Brasil) sobre vacinação , no estande do Infinis no Congresso do Conasems, em Belo Horizonte. Crédito: Fernando Veloso Leão.

Estande do Infinis no Congresso do Conasems, em Belo Horizonte. Crédito: Fernando Veloso Leão.
Stanford Social Innovation Review Brasil – edição especial sobre imunização
A quarta edição especial da SSIR Brasil, patrocinada pelo Infinis, é dedicada ao tema da imunização, com sete artigos elaborados a partir de discussões produzidas no último Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância, inciativa da Fundação José Luiz Setúbal, além da divulgação de duas pesquisas inéditas.
Na carta ao leitor, doutor José Luiz Setúbal, presidente da Fundação José Luiz Setúbal, ressalta a importância da ampla divulgação de estudos e informação confiável sobre o tema. Ele destaca ainda a contribuição da Fundação para a construção de soluções e políticas públicas de saúde sólidas para o Brasil.
Um dos artigos traz como destaque a Busca Ativa Vacinal (BAV), iniciativa do UNICEF para apoiar os governos locais na identificação, registro e monitoramento de crianças não imunizadas ou em risco de não receberem vacinas. O programa é desenvolvido em parceria com a Pfizer e com apoio da Fundação José Luiz Setúbal.
Já a pesquisa intitulada “O que pensam os brasileiros sobre a vacinação de crianças e adolescentes”, realizada pela Rede de Pesquisa Solidária em Políticas Públicas e Sociedade, com apoio da Fundação José Luiz Setúbal, aponta a influência da percepção de risco de doenças na aceitação das vacinas. Para 95,3% dos entrevistados, a vacina contra meningite é considerada importante. Já em relação à Covid-19, 21,1% não autorizariam a vacinação dos filhos, motivados pela ideia de menor risco da doença para crianças. As vacinas contra HPV e dengue têm índices de recusa de 13,9% e 13,6%, respectivamente.
A segunda pesquisa, “Narrativas sobre Vacinação no Ambiente Digital”, de Juliana Bonzanini e João Guilherme Bastos dos Santos, traz informações relativas à influência das fake news na vacinação, destacando o desafio no combate à desinformação nas redes socais e plataformas de mídias, como o Youtube. Canais oficiais, como o da Fiocruz e do Ministério da Saúde, são ofuscados por canais de entretenimento e notícias, que frequentemente dominam as visualizações e o engajamento, independentemente da precisão científica em seus conteúdos.