O Infinis – Instituto Futuro é Infância Saudável esteve no Ministério da Saúde, em Brasília, no dia 18 de agosto, para uma agenda dedicada ao fortalecimento de políticas públicas de prevenção às violências contra crianças e adolescentes, com foco no papel estratégico da saúde.
Durante o encontro, o Infinis apresentou resultados preliminares da pesquisa “Atitudes e Percepções sobre a Infância e a Violência contra Crianças e Adolescentes” ao secretário-adjunto da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Ilano Barreto; à coordenadora de Saúde da Criança, Sônia Venâncio; e à coordenadora de Saúde do Adolescente, Bruna Nunes. Coordenação Geral de Atenção à Saude da Criança e do Adolescente
Realizado em parceria com a Quaest, o levantamento busca compreender como a população brasileira percebe diferentes formas de violência contra crianças e adolescentes, além de identificar comportamentos, crenças e atitudes diante dessas situações. Entre os resultados, a pesquisa evidencia contradições entre a valorização do diálogo como forma de educar e a permanência de práticas violentas no cotidiano.
A apresentação dos dados abriu espaço para a troca de perspectivas sobre como evidências podem contribuir para aprimorar estratégias de prevenção e subsidiar políticas públicas voltadas à proteção e à saúde de crianças e adolescentes.
Foi realizada, ainda, uma reunião técnica com a Coordenação de Saúde da Criança e do Adolescente, para avançar no diálogo sobre um Acordo de Cooperação Técnica entre o Infinis e o Ministério da Saúde, com foco no papel da saúde na prevenção das violências contra crianças e adolescentes.
Os serviços de saúde ocupam uma posição estratégica nessa agenda por estarem entre os espaços capazes de identificar sinais de violência, acolher crianças, adolescentes e suas famílias e articular respostas com outros setores da rede de proteção. Fortalecer protocolos, evidências e ferramentas que apoiem a atuação dos profissionais é, portanto, parte fundamental das estratégias de prevenção e enfrentamento das violências.
A agenda em Brasília reforça a atuação do Infinis na articulação com o poder público e no apoio e disseminação de evidências capazes de contribuir para políticas públicas que garantam o direito de crianças e adolescentes a crescer e se desenvolver de forma saudável e protegida.