Em um país marcado por desigualdades como o Brasil, a comunicação é um instrumento fundamental de transformação social. Informar com responsabilidade, tornar evidências acessíveis e dar visibilidade a violações de direitos são formas de ampliar a capacidade da sociedade de reconhecer injustiças e agir para enfrentá-las.

Essas violações atingem, sobretudo, grupos historicamente sub-representados nos espaços de decisão, como povos indígenas, pessoas pretas e pardas, mulheres, crianças e adolescentes. Os dados sobre trabalho infantil, por exemplo, mostram uma das faces dessa desigualdade: segundo o IBGE, em 2024, 1,65 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos estavam nessa situação no Brasil. Desse total, 66% eram pretos ou pardos.

Além de tornar essas realidades visíveis, é preciso aproximar a população dos serviços e das instituições responsáveis pela proteção. A pesquisa “Atitudes e percepções sobre a infância e a violência contra crianças e adolescentes no Brasil”, realizada pelo Infinis e pela Quaest, aponta desafios na confiança da população na rede de proteção. Seus resultados reforçam que proteger meninos e meninas também passa por conquistar a confiança das famílias.

Neste sentido, a comunicação tem um papel central. Com dados, evidências e linguagem acessível, pode ajudar a população a esclarecer como a rede de proteção funciona, quando acioná-la e quais respostas ela pode oferecer diante das diferentes formas de violência. Comunicar envolve informar, mas também contribuir para transformar percepções e orientar atitudes de cuidado e proteção.

No Infinis, entendemos que a comunicação fortalece nossa capacidade de incidir em políticas públicas e defender os direitos de crianças e adolescentes. É com essa convicção que fazemos a gestão do Prêmio de Comunicação José Luiz Setúbal: comunicadores preparados e comprometidos com a agenda da saúde infantojuvenil são essenciais para ampliar e qualificar o debate público.

Um dos nossos compromissos prioritários com o Prêmio, além de incentivar e reconhecer as produções de profissionais da área, é aproximar estudantes dessas pautas e contribuir, desde a formação, para que se tornem atentos às necessidades e aos direitos de crianças e adolescentes. A qualidade dos trabalhos inscritos na categoria Estudantes, vale dizer, renova nossa esperança e mostra a potência das novas gerações de comunicadores.

Em sua 6ª edição, o Prêmio reafirma a importância da comunicação para fortalecer causas sociais e transformar percepções, hábitos e comportamentos. Reconhecer o trabalho de comunicadores de diferentes regiões do Brasil é também valorizar sua contribuição para construir um país mais justo e equitativo para todas as crianças e adolescentes.

Conheça os trabalhos finalistas desta edição e vote nos seus favoritos nas categorias Estudantes e Profissionais. A votação popular está aberta de 5 a 22 de outubro.

Para saber mais sobre o assunto, você também pode ler este texto: Sem comunicação, não há proteção – Blog Instituto PENSI