Entre os dias 8 e 12 de junho de 2026, representantes do Infinis – Instituto Futuro é Infância Saudável e do Instituto Pensi, organizações da Fundação José Luiz Setúbal (FJLS), realizaram uma visita técnica ao território indígena Tikmũ’ũn/Maxakali, em Minas Gerais. A agenda teve como objetivo aprofundar o conhecimento sobre a realidade vivida pela comunidade, compreender os determinantes sociais, ambientais e sanitários que impactam a saúde de crianças e adolescentes e identificar oportunidades de colaboração institucional voltadas ao fortalecimento da saúde infantil.
O interesse da Fundação pelo território teve início em 2025, diante da situação de emergência relacionada à saúde das crianças Maxakali e o trabalho de reflorestamento e agroecologia realizado na região.
A visita de campo foi planejada ao longo do primeiro semestre de 2026 em articulação com o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Inclusão e Mobilização Sociais (CAO-CIMOS), do Ministério Público de Minas Gerais, e com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Maxakali.
Participaram da missão técnica Ana Claudia Andreotti, coordenadora de projetos e programas do Infinis, Ana Elisa Bersani, pesquisadora principal do Pensi e Luiz Guilherme Florence, pediatra do Pensi. Todo o planejamento e pesquisa prévia também contou com o trabalho de Carolina Andrade, analista de Advocacy do Infinis e William Cabral, pesquisador e consultor em geoprocessamento e análise espacial no Pensi.
Uma agenda de diálogo e aproximação com o território
Ao longo de cinco dias, a equipe participou de reuniões institucionais com representantes do DSEI Maxakali, do Ministério Público de Minas Gerais e do Ministério Público Federal, além de visitar aldeias, polos de saúde e territórios indígenas nos municípios de Ladainha, Teófilo Otoni, Bertópolis e Santa Helena de Minas.
A programação incluiu visitas à Aldeia Verde e à Aldeia Escola Floresta, reuniões com a Promotoria da Comarca de Águas Formosas e com o Polo Base de Maxakali, além de visitas aos territórios indígenas Pradinho e Água Boa. Durante toda a agenda, a equipe dialogou com lideranças indígenas, profissionais de saúde, educadores, representantes do sistema de justiça e demais atores locais, buscando compreender as especificidades culturais, sociais e institucionais do território.
A iniciativa integra a estratégia do Infinis de fortalecer a atuação baseada em evidências, no diálogo intersetorial e na construção de parcerias comprometidas com a promoção da saúde e dos direitos de crianças e adolescentes em diferentes contextos do país.
Como próximo passo, será consolidado um diagnóstico que reunirá dados secundários, observações de campo, recomendações e possibilidades de parceria para subsidiar futuras decisões institucionais e ampliar o apoio às iniciativas voltadas à saúde e ao bem-estar das comunidades Tikmũ’ũn/Maxakali.
Fotos: Ana Andreotti e Gabriel Fernandes – Projeto Hãmhi









